1/4/09
Avaliação da aprendizagem e Ratio Studiorum
Recebi uma consulta sobre a relação da Ratio Studiorum, documento da Educação JesuÃtica publicado em 1599, final do século XVI, e a avaliação da aprendizagem,^prática proposta e desenvolvida a partir das primeiras décadas do século XX.
A Ratio Sutdiorum, representando a educação católica do século XVI (e posteriores), e a Didática Magna, de John Amós Comênio, representando lado protestante, a partir dos inÃcios do XVII, configuraram o que venho denomiando de exames escolares, que são praticados cotidianamente em nossas escolas.
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Os exames escolares tem caracterÃsticas diferentes das caracterÃsticas da avaliação, como você pode ter apreendido dos meus escritos. Numa palavra, os exames são classificatórios e a avaliação é diagnóstica.
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Nesse contexto, você me pergunrta sobre a relação da Ratio Sudiporum com a avaliação, e eu respondo que a Ratio definiu, no século XVI, a prática dos exames escolares, que são classificatórios, presentes de forma predominante ainda hoje em nossas escolas, e a avaliacão da aprendizagem é um conceito do século XX, especialmente a partir da década de 1930, tendo por origem as obras de Ralph Tyler, cuja caracterÃstica principal é ser diagnóstica, o que implica em intervenção na busca de melhor resultado, o que os exames não fazem.
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Exames escolares e avaliação são dois fgenômenso diversos entre si, ainda que parecidos em alguns dos seus elementos, tal como o fato de que ambos exigem uma decrição do desempenho do educando, dai a necessidfade de instrumentos de coleta e dados através de instrumentros escritos (por exemplo, provas nos exames; testes na avaliação) ou orais (por exemplo, arguição nos exames; entrevista na avaliação).
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Mas, só nisso se assemleham, no mais são diversos, como você já deve ter compreendio nos livros que cita ter adquirido.
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Sem mais, atenciosamente
Cipriano Luckesi
criado por bahi0728
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